Browsing Tag

mulher

Vivências Fotográficas

Catiusca da Luz Sancha

5 agosto, 2016
DSC_3813

Eu sou mulher, negra e africana.

Meu nome é Catiusca da Luz Sancha, tenho 25 anos e nasci em Cabo Verde. Lá eu morava com meus pais e irmãos, e estudava para ser veterinária. Contudo, conheci um homem por quem me apaixonei e por ele deixei minha família, continue lendo

Vivências Fotográficas

Ivone Oliveira de Souza

28 julho, 2016
Sem-Título-1

Meu nome é Ivone Oliveira de Souza, tenho 47 anos e sou dona de casa e microempresária. Sou mãe de dois filhos lindos e que muito me orgulham. Sou da Bahia, de uma cidade chamada Santanópolis e cheguei a Salvador com 14 anos, desde então não saí mais da capital baiana. Foi aqui também que conheci meu primeiro namorado, continue lendo

Ações, Vivências Fotográficas

Retratos do cárcere 2 – Mais uma história real

1 julho, 2016
DSC_3616_recorte_72

Capão Redondo, 21h. 2009.

Enquanto assistia à novela, Fernanda* descansava as pernas para o alto depois de um dia intenso de trabalho. Acostumada a ficar quase seis horas de pé todos os dias, era um alívio chegar em casa e relaxar deitada no sofá. Era tudo que ela mais queria ao final do dia. Fernanda trabalhava em uma lanchonete, um corre corre cotidiano de um continue lendo

Ações

Retratos do cárcere 2 – Uma história

29 junho, 2016

Brasileiros e filipinos são semelhantes na devoção aos norte-americanos. Fast food, artistas do cinema e da música, hip hop e termos em inglês como feedback, upgrade, look, entre outros são comumente pronunciados no dois países. A paixão asiática se explica, pois os Estados Unidos dominaram o país ao final da 2ª Guerra Mundial. Mas semelhança à parte, os motivos que trouxeram Mayla* ao Brasil foram outros… continue lendo

Vivências Fotográficas

Edivanildes Damiana de Castilho Reis

27 junho, 2016
Sem Título-1

Meu nome é Edivanildes Damiana de Castilho Reis, sou soteropolitana e tenho 53 anos. Sou assistente social há dois anos e meio, um sonho que realizei com mais de 40 anos. Fui casada duas vezes e tenho duas filhas que já são adultas, lindas e maravilhosas! São meus grandes amores nesta vida.

Para mim ser mulher é ser uma criatura importante, temos o dom de procriar, a função de instruir continue lendo

Vivências Fotográficas

Maria Souza da Silva

21 junho, 2016
Sem Título-1

Sou Maria Souza da Silva, tenho 50 anos e sou baiana. Nasci e sempre morei no mesmo bairro em Cassange, uma antiga comunidade quilombola em Salvador. Atualmente sou dona de casa e me orgulho muito disso, mas também já fui uma microempresária administrando um bar/ lanchonete que ficava bem próximo a minha casa. Dessa forma, cuidava da minha casa, do bar, continue lendo

Vivências Fotográficas

Karla Fabiana Dourado da Silva

20 maio, 2016
capa

Eu sou Carla Fabiana Dourado da Silva, tenho 44 anos e sou missionária da organização cristã Jocum (Jovens Com Uma Missão) há cerca de 24 anos. Ser missionária para mim é desafiador, mas também é muito gratificante porque envolve crescimento, relacionamento, fé e perseverança para superar as dificuldades que vão surgindo.

Nasci na cidade baiana de Irecê e cresci numa família bem estruturada e com uma base muito sólida, e isso foi muito importante na minha formação pessoal. Sempre fui uma mulher independente e tive liberdade para fazer minhas escolhas de vida. E foi assim que aos 16, 17 anos defini que entre a faculdade de jornalismo e a vida missionária, eu escolhia a segunda opção. E não me arrependo porque fui uma jovem muito idealista e viver com um propósito maior sempre pareceu ser meu destino. Já estava no meu DNA ser uma “quebradora de paradigmas” e uma buscadora da verdade.

Na minha adolescência já estava envolvida com causas sociais e desenvolvimento de projetos, meu desejo era trabalhar como jornalista política porque eu tinha um forte engajamento civil nesse assunto. Mas não pense que me sinto frustrada por não ter cursado uma universidade, como missionária não deixo de ser uma comunicadora e me sinto satisfeita e realizada profissionalmente.

No passado, vivi alguns episódios de preconceito por ser mulher mas consegui superar todos. Um que me marcou foi ainda na infância, quando um amigo de escola tentou me beijar a força. Além de não deixar que ele me beijasse, fiz questão de ir na diretoria para relatar o ocorrido. Nunca tive medo de manifestar minha opinião e garantir meus direitos como mulher, então esse episódio ilustra muito minha postura frente à vida.

Ser mulher para mim é precioso demais, considero que ter nascido neste sexo é muito importante. Gosto de ser quem sou a não tenho medo de explorar minha feminilidade. Ainda mais bacana é poder proporcionar essa mesma convicção para outras mulheres, que precisam de afirmação e busca quanto a sua sexualidade.

Minha mensagem para todas as mulheres é que cada uma não seja apenas mulher por ter nascido como uma, mas que se posicione como tal. Que você possa buscar o seu melhor explorando sua beleza e natureza. Maravilhoso nesta vida é ir além de seus limites e de como você se vê. Se ame, se descubra como mulher e conheça seu universo para que possa vencer suas barreiras. Seja você mesma e viva permanentemente alegre, independente das circunstâncias.

 

Vivências Fotográficas

Juscinalva Silva dos Santos

14 maio, 2016
J&S (8)

Meu nome é Juscinalva Silva dos Santos, tenho 36 anos e sou missionária cristã há 13 anos. Nasci em Mutuipe, cidade no interior da Bahia. Atualmente vivo em Salvador numa base missionária. Trabalho na área de treinamento e aconselhamento, e estou acostumada a conhecer e me relacionar com muitas pessoas. Nessa área vivi experiências maravilhosas e viajei para lugares que antes não imaginava que pudesse pisar. Moçambique, Gâmbia, Cabo Verde, Senegal, Chile, Argentina, entre outras cidades aqui no Brasil.

Em todos esses lugares sempre fui para trabalhar e servir aos povos locais. Foram nessas jornadas que cresci, me curei de algumas feridas passadas e aprendi mais sobre como ser mulher e feminina. Aos poucos fui sendo moldada pelo Criador para me relacionar com tantas pessoas e culturas diferentes, mas também aprendi muito sobre humildade, perdão e amor – essenciais para meu trabalho de aconselhamento.

Já sofri preconceito por ser mulher no ambiente profissional, por pessoas que não acreditavam na minha capacidade e potencial. Mas a vida tem provado a mim mesma que posso fazer tudo o que quiser, por isso não me envergonho de dizer que estou recuperando o tempo perdido nos estudos e pretendo começar a faculdade de nutrição ainda este ano.

Para mim ser mulher é viver a essência que Deus me deu unida à agilidade de ser e fazer várias coisas ao mesmo tempo: mãe, esposa, filha, estudante etc. tudo ao mesmo tempo. É assim que vejo a graça e a beleza de ser mulher.

Minha mensagem para todas as mulheres é que elas jamais esqueçam de cultivar sua essência única e pessoal, através da espiritualidade e que lembrem-se que ser mulher em si já é uma conquista e superação. Que todas as mulheres possam saber que é possível alcançar todos os seus objetivos e muito mais que isso, ir bem mais além do que se possa imaginar.

 

Sem categoria

A alegria de ser como as outras

18 abril, 2016
girls-462072_640

Por Mila Coutelo

“Você não é como as outras”, eles diziam.

“Você é diferente. Tipo um dos caras”, eles completavam.

Ahhh que sensação maravilhosa! Eu era um floquinho de neve especial… Eu era diferente.

Ser “um dos caras” era ser livre, descolada, sem frescura, sem caderninhos rosas, segredinhos e risadas agudas. Era ser diferente das outras.

Que outras? Sei lá, todas as outras. O que importa é não ser igual.

A verdade é que essa sensação de não ser uma das outras é apenas isso: uma sensação. É uma forma de isolamento, de colocar tudo em caixinhas, de não pertencer.

Com a maturidade e várias rasteiras e tapas da vida, percebemos que as coisas não são bem assim. As outras sou eu e eu sou as outras.

Somos nós. Todas. Tão diversas, tão únicas e tão iguais. Presas numa luta que nem sabemos como começou. Ah! Sim. Nos lembramos, começou com a ilusão de ser única.

Querer ser “um dos caras” é querer a liberdade que o mundo dá pra eles. O não julgamento, as poucas regras, o poder ser o que quiser, andar tranquila pela rua, ir à festas sem ter que fazer mil planos e esquemas para se livrar de babaca e voltar em segurança pra casa, é poder falar o que quiser sem parecer metida e viver com menos nãos.

E aí a gente cresce e percebe que é muito injusto que só “os caras” possam ter isso e que não, você nunca foi um dos caras porque, por mais livre e desencanada, que fosse, esses nãos e preocupações sempre fizeram parte da tua vida. Você vira pro lado e percebe que “as outras” passam pelo mesmo dilema que você e outros ainda piores. E que não é EU X ELAS, somos nós.

Que maravilha é quando nos damos conta disso. É desesperador perceber o quanto temos que lutar, mas é acolhedor saber que não somos mais um floquinho de neve especial e solitário. Que “elas” estão ali, com as risadas finas, os segredos, os abraços e o acolhimento.

Que não precisamos ser “um dos caras” pra encher a cara de cerveja, falar sobre sexo, viajar sozinha, gostar de filmes de ação e querer ser astronauta.

Descobri que sou como as outras (todas tão diferentes entre si) e hoje minha mesa de bar, minhas mensagens no whatsapp, minha estante de livros, minha lista de filmes estão tão lotadas delas e isso me deixa muito feliz. Me sinto pertencendo e nada mais bonito do que pertencer.

forest-868715_1280