#MarçodeIgualdade

Março de Igualdade 29 | 31 – A maternidade

29 março, 2016
março-de-igualdade-29---capa-site

A gravidez é um momento único na vida de cada mulher, repleta de sentimentos de angústia, medo e felicidade. A gravidez representa fertilidade o que a torna de “mulher filha” para “mulher mãe”. O nascimento de um filho é um momento de grandes transições na vida de uma mulher, principalmente na sociedade atual onde o papel da mulher tem sido ressignificado.

A mulher atual além da função materna de reprodução e cuidados com os filhos, possui objetivos profissionais e pessoais, quer sua independência econômica, se preocupa com o seu crescimento profissional, quer sentir prazer nas suas relações afetivas e quer estar bonita e jovem, precisando assim dividir o seu tempo entre estas atividades e ainda lidar com a pressão social repleta de padrões do que é ser uma boa mulher e uma mãe exemplar.

Segundo o filosofo francês Gilles Lipovetsky auto do livro – A terceira Mulher, “a dinâmica pós-moderna da emancipação feminina não significa homogeneização dos papéis dos dois gêneros, mas persistência no papel prioritário da mulher na esfera doméstica, combinando com as novas exigências de autonomia individual”, ou seja, trabalhar fora de casa, ser uma profissional bem sucedida é somar responsabilidades, mais do que isto é frequentemente, suportar uma certa medida de conflitos e culpa.

Por conta destes anseios e outros motivos muitas mulheres optam por não ter filhos e são julgadas pela nossa sociedade como mulheres inferiores, afinal de contas não usufruíram de sua feminilidade na sua totalidade, são vistas com mulheres sem coração incapazes de desenvolver o dom do cuidado e ainda precisam conviver com eternas perguntas do por que optaram por não ser mãe.

Como mãe, jamais mais me vejo em outra se não nesta posição, mais estaria sendo injusta se limitasse o ser Mulher apenas a maternidade, afinal gerar um filho e cuidar deste é apenas parte do que sou como Mulher e não um todo. E o fato de ser mãe ou não ser mãe não limita a minha feminilidade exercida tanto para mim, quanto para a sociedade.

Também é necessário falarmos mais do que é exercer a maternidade na sociedade atual, de como ressignificar “obrigações” impostas somente às mulheres, como cuidado com a casa e educação dos filhos. Afinal, nos tempos atuais, tanto o homem quanto a mulher tem responsabilidades fora de casa a partir disso para uma maternidade mais leve é necessário redistribuir atividades intra-familiares. Certamente o verbo maternar e paternar se completam e formam famílias mais saudáveis e livres do conceito opressor que é o machismo.

Finalizo este texto, pedindo para que nós mães tenhamos mais empatia umas pelas outras, criticando menos a maternidade uma da outra. Acredito na importância de compartilhar nossas experiências, mas não as colocando como absoluta verdade. Acredito que o conceito de Sororidade, que falei aqui se encaixa perfeitamente como um valor da Maternidade, que possamos nos tratar como irmãs e não como concorrentes de quem tem o filho mais lindo e mais inteligente, afinal de contas já temos muito a fazer e ressignificar a partir da maternidade.

março-de-igualdade-29

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply