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Março de Igualdade 27 | 31 – Aborto

27 março, 2016
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Por Rose Santiago

“Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome.” Principalmente fome de amor, fome de vida.

Estão querendo acabar com a vida, antes mesmo dela ter tido a chance de fazer diferença no mundo.

Sou diretora do Cervi – Centro de Reestruturação para a Vida há quase oito anos (desde a sua fundação). É a única instituição na América Latina que oferece assistência integral à mulher que passa por uma gravidez inesperada, valorizando a opção pela vida. Recebemos aqui todos os dias, mulheres que se vêem sem saída com sua gravidez e que, a princípio, a única opção seria o aborto. Entretanto, ao serem acompanhadas, abraçadas (às vezes não só a mãe, mas o casal) e alertadas sobre a possibilidade da vida e os riscos do aborto, optam por deixar a semente da vida florescer.

Desde 1991, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) n°1.135/91, que legaliza o aborto no Brasil. Na verdade, este projeto vem revogar os artigos 124,125,127,128 do Código Penal que criminalizam o aborto. O que tudo isto quer dizer? Que desde 1991, a proposta da legalização do aborto feita por um deputado federal, está em Brasília para ser aprovado e caso isto aconteça, os artigos que dizem que o aborto no Brasil é crime, deixaram de ter legalidade, ou seja, deixam de ter proibição e passa a ser algo “normal”. Como esta proposta não designa tempo, vai um pouco mais além, deixando livre a opção pelo aborto até, se for o caso, o nono mês de gestação.

Em meio a este turbilhão de leis e questionamentos, trata-se de vidas e não simplesmente de pontos de vista. Vida não apenas do feto que foi deixado de lado, mas da mãe que fez esta opção e deixou ir com ela a consciência livre, a saúde física e emocional.

Acompanhamos aqui no Cervi muitas mulheres que já fizeram aborto e hoje carregam a culpa e todas as conseqüências que ele traz. Nossa preocupação maior é qualidade de vida emocional e física que subsiste para a mulher (e seu parceiro, o emocional também se abala) e a acompanha em todos os momentos. Independentemente de ser legal ou clandestino, o que vai na mente humana é algo intransponível e que nenhum outro ser consegue aliviar ou tirar, por mais poder de convencimento que se tenha.

É exatamente por ver e caminhar com estas e muitas outras mulheres que optaram pela vida, que o Cervi trabalha na prevenção, para evitar chegar nesta polêmica.

 

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