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Março de Igualdade 09 | 31 – Tráfico de mulheres

9 março, 2016
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O tráfico de mulheres para fins de exploração sexual é um dos crimes mais perversos que existem. Chega a movimentar US$ 32 bilhões anualmente, ficando atrás em números apenas do tráfico de drogas e contrabando de armas. Esse crime pode gerar um lucro de até US$ 30.000,00 por ano para aqueles que o cometem. É um crime mais rentável porque proporciona lucro por muitos anos, diferente das drogas, que são consumidas rapidamente.

É realmente triste saber que nos exato momento em que lemos esse texto, milhares de mulheres ao redor do mundo estão sendo compradas e vendidas para serem exploradas sexualmente.

Durante alguns anos, tive a oportunidade de falar sobre o tema em vários lugares e com isso conheci pessoas muito importantes que atuam há muitos anos na luta contra esse crime terrível. E essa foi uma das poucas fontes de esperança que tive para ver esse problema solucionado.

Não nos enganemos: isso acontece no Brasil muito mais do que imaginamos. A ONU apontou em 2104 que aqui existem 241 rotas de tráfico de pessoas – sendo 74 delas apenas na região norte de nosso país. E as causas que levam a isso são tão corriqueiras por aqui que nem nos deparamos ou percebemos que isso está acontecendo:

  • Vulnerabilidade social
  • Ausência de oportunidade de trabalho
  • Discriminação
  • Instabilidade Política, econômica e social do país de origem.
  • Violência doméstica
  • Imigração ilegal
  • Leis deficientes
  • Turismo sexual
  • Corrupção das autoridades

Como podemos ver, as coisas estão mais próximas de nós do que às vezes percebemos.

Talvez nunca possamos fazer como Liam Neeson no filme Taken – Busca Implacável – que sacode o mundo em um enfrentamento alucinante para resgatar a sua filha. Nem todos nós teremos conexões importantes ao redor do mundo para fazer como ele fez…  E é bem provável que jamais peguemos em uma arma para invadir cativeiros, eliminar bandidos e resgatar as mulheres… Mas podemos fazer a nossa parte por aqui combatendo esses problemas que foram citados aí acima, ou seja, votando corretamente, não incentivando o turismo sexual, cobrando nossos governantes por leis mais eficientes, denunciando qualquer tipo de violência contra a mulher (seja física, verbal, mental), equiparando salários e oportunidades de emprego, empoderando-as, respeitando-as…

Enfim, sempre há algo a ser feito…

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