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Ações

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Vivência de rodas

5 agosto, 2016
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O Coletivo Maria em parceria com o Centro Cultural da Juventude promove o Vivências de Rodas – que é um ciclo de rodas de conversa que visa o empoderamento feminino.

O ciclo é formado por oito rodas temáticas onde as mulheres poderão compartilhar suas experiências de vida e estreitar o vínculo uma com a outra, colocando em prática o conceito de sororidade.

As rodas são gratuitas e contruídas com o intuito de fomentar e apoiar o empreendedorismo feminino. Você que é mulher e deseja se conectar com as outras e consigo mesma, permitindo assim uma transformação social não perca essa oportunidade!

Para mulheres maiores de 18 anos.
Inscrições: josisalgado@coletivomaria.com.br

Ações, Vivências Fotográficas

Retratos do cárcere 2 – *Maria Alice

15 julho, 2016
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Não é fácil ser mulher no sistema carcerário brasileiro. Com 37.380 mulheres presas, o país tem a quinta maior população carcerária feminina do mundo, ficando atrás de Estados Unidos (205.400 presas), China (103.766), Rússia (53.304) e Tailândia (44.751). As mulheres correspondem a 6,4% da população carcerária no Brasil e continue lendo

Ações, Vivências Fotográficas

Retratos do cárcere 2 – Mais uma história real

1 julho, 2016
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Capão Redondo, 21h. 2009.

Enquanto assistia à novela, Fernanda* descansava as pernas para o alto depois de um dia intenso de trabalho. Acostumada a ficar quase seis horas de pé todos os dias, era um alívio chegar em casa e relaxar deitada no sofá. Era tudo que ela mais queria ao final do dia. Fernanda trabalhava em uma lanchonete, um corre corre cotidiano de um continue lendo

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Retratos do cárcere 2 – Uma história

29 junho, 2016

Brasileiros e filipinos são semelhantes na devoção aos norte-americanos. Fast food, artistas do cinema e da música, hip hop e termos em inglês como feedback, upgrade, look, entre outros são comumente pronunciados no dois países. A paixão asiática se explica, pois os Estados Unidos dominaram o país ao final da 2ª Guerra Mundial. Mas semelhança à parte, os motivos que trouxeram Mayla* ao Brasil foram outros… continue lendo

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Retratos do cárcere 2

30 maio, 2016
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Vem aí a segunda edição da ação que foi um marco na história do Coletivo Maria. O “Retratos do cárcere” foi criado para empoderar mulheres que fazem parte do sistema prisional. Nós reunimos uma equipe com profissionais de estética, designers e fotógrafos. Na penitenciária, as mulheres são preparadas para uma sessão de fotos e vivem o seu dia de modelo fotográfica.

Essa é uma ação que já desenvolvemos em diversas comunidades e estamos partindo agora para mais uma experiência dentro de uma penitenciária. Estivemos na mesma penitenciária no último mês de março e lá trabalhamos com 50 mulheres. Foi um tempo incrível onde pudemos ouvir histórias que nos marcaram para sempre. Foi uma ação incrível que foi construída por dezenas de pessoas ao redor do Brasil que se mobilizaram para doar todo o material necessário para que isso pudesse acontecer!

Então chegou a hora de retornarmos à mesma penitenciária para atendermos mais 60 mulheres e experimentar por lá a doce sensação de auxiliar no empoderamento feminino!

Para essa ação, além de voluntários, também vamos precisar de:

  • Maquiagens
  • Pincéis descartáveis (de maquiagem)
  • Papel fotográfico
  • Tinta fotográfica

Se você quer e pode contribuir de alguma forma, envie email para josisalgado@coletivomaria.com.br

Você pode ver como foi a ação anterior clicando aqui e aqui.

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Retratos do Cárcere – Vítima do amor espera justiça divina

28 março, 2016
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Por Glória Branco

 

Desde pequena Neuza* já sonhava em encontrar o “príncipe encantado”, o homem que a faria feliz acima de qualquer circunstância e que a salvaria de uma vida sem rumo e sem graça. Não esperava desse príncipe uma beleza física espetacular, mas uma personalidade gentil e calma, um caráter forte de homem másculo e viril, porém tolerante e amável.

As fantasias juvenis libertavam ao menos a mente de Neuza da condição asfixiante de sua própria casa, aonde cresceu vendo a mãe sofrer nas mãos de seu pai alcoólatra e violento. Com medo dos rompantes agressivos do pai, Neuza e seus irmãos quase não abriam a boca nem para chorar quando via a mãe ser espancada sem misericórdia.

Adulta, Neuza foi morar com um grupo de amigas em uma pensão no centro de São Paulo. A vida não era fácil, mas Neuza trabalhava e conseguia com sacrifico pagar suas despesas. Da família não fazia questão de contato, principalmente depois que a mãe morreu vítima de um câncer. O pai se acabou na bebida e os irmãos havia cada um tomado um rumo diferente. Para Neuza sua família era aquela que conheceu na igreja, depois que se batizou sua vida era do trabalho para casa, da casa para igreja.

Um dia chegou um rapaz novo na igreja, de boa aparência e com uma história parecida com a sua: um pai alcoólatra, uma mãe sofrida, irmãos com quem não falava mais. Neuza sentiu uma empatia instantânea por José e logo os dois estavam sempre juntos, do trabalho para casa, da casa para igreja. Parecia que o sonho de Neuza estava a tornar-se realidade, o “principie encantado existe e veio ao meu encontro”. Quando José falou em casamento a jovem de 24 anos não pensou duas vezes ao dizer sim.

Somente durante o cumprimento de sua pena numa penitenciaria da capital que Neuza parou para pensar em suas escolhas, lembrou que de tão apaixonada não se lembrou de conhecer melhor o homem que a pediu em casamento. Mergulhou de cabeça na paixão, deixando suas carências dar às cartas de seu destino. Nunca passou por sua cabeça, quando sonhava com um homem que a amaria incondicionalmente, que em sua história carregaria o peso de um crime de homicídio em legítima defesa.

Neuza não é uma mulher com cara de criminosa (como se o crime tivesse cara), parece mesmo uma dona de casa. E foi no dia a dia da casa, nos cuidados com a família, que Neuza viu a trajetória de sua mãe se repetir em si. José não era mais o príncipe do
inicio da relação. Neuza tem incontáveis marcas de agressões físicas sofridas nos nove anos que passou casada com ele, mais as inúmeras cicatrizes emocionais.

Na prisão ela me conta sobre os abusos entre lágrimas, me mostra uma marca na cabeça deixada pelo ferro que José usou para surrá-la. Relembra o desespero que sentiu quando em outra ocasião seu ex-marido bêbado e drogado lhe deu um banho de álcool para incendiá-la. Foi por sorte que conseguiu correr e fugir do mísero homem.

Quando Neuza procurou pela justiça para afastar o marido de seu caminho, acreditou que tudo ficaria bem. E ficou por alguns meses, Neuza sentia um alívio por não sentir mais medo e se arriscou a iniciar um novo relacionamento. Não tinha notícias de José há um tempo e pensou estar salva do drama de um casamento deplorável.

Entretanto, numa tarde de domingo José reapareceu bêbado e drogado como sempre. Neuza pediu que ele fosse embora, disse que não poderia estar em sua casa. Mas José chorava e pedia à mulher que deixasse ao menos ele tomar um banho, porque estava a dias dormindo na rua. Neuza pensou em não deixá-lo entrar, mas por um instante teve pena do marido. Assim que abriu a porta José foi pra cima dela esbofeteando sua cara, lhe chamou de vagabunda, puxou seus cabelos, deu um soco em seu olho direito.

Neuza tenta se defender de alguma forma, mas José era forte e quando estava nervoso ficava mais forte ainda. Então pediu pelo amor de Deus, que ele parasse. Mas José disse que se não fosse com ele, ela não ficaria com mais ninguém. Ela sabia que ia
morrer nas mãos de José senão fizesse nada. Quando ele voltou a levantar a mão para lhe esmurrar, Neuza pegou uma faca que estava na mesa e sem hesitar enfiou a arma em seu pescoço.

José chegou a ser levado ao hospital, mas por conta do grave ferimento e do seu estado embriagado não resistiu e morreu. Agora Neuza aguarda na justiça o resultado de seu processo, em primeira instância foi condenada a cinco anos e seis meses de detenção, mas recorreu alegando legítima defesa. O advogado acredita que pelo histórico de agressões, Neuza saia logo em liberdade.

Com um olhar triste de quem já apanhou muito do destino, Neuza espera recomeçar a vida com mais sorte e bênçãos. “Sei que Deus não me abandonou, suportei tudo que já vivi e tenho suportado a prisão também. Espero pela justiça divina na minha vida”.

*Nome fictício para preservar a integridade da entrevistada. Imagens aleatórias da ação, não sendo necessariamente da mesma.

 

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Retratos do cárcere

9 março, 2016
Prisão-feminina

Não há como negar que ter a sua liberdade privada é horrível sob qualquer circunstância.Observe por alguns minutos um pequeno pássaro em uma gaiola… Parado na maior parte do tempo sob um pequeno pedaço de madeira e quem sabe com alguma lembrança da imensidão de alguma floresta ou da liberdade de um céu infinito…

Muitas mulheres vivem encarceradas em nosso país. Muitas pagando por seus erros e danos que eventualmente causaram à sociedade. A lei está acima de todos, não há como ser diferente.

Entretanto, uma mulher encarcerada no sistema penitenciário não é “apenas” uma pessoa cujo a liberdade lhe foi tirada pautada pela justiça e que está pagando pelos seus erros.
Uma mulher mulher encarcerada é uma mãe que não poderá dar educação aos seus filhos de forma integral. É uma mulher que dificilmente terá, um dia, voz ativa na sociedade para lutar pelos seus direitos. É uma mulher que corre todos os dias o risco do abandono que torna-se cada vez mais pesado com o passar dos tempo. É uma mulher que não poderá fazer coisas simples como escolher suas próprias roupas, seus próprios sapatos, suas próprias maquiagens. É uma mulher que tem a sua autoestima esmagada. Mas a mulher encarcerada, ainda assim, acima de tudo é uma Mulher – com M maiúsculo!

Pensando nisso, nós do Coletivo Maria vamos até a Penitenciária Feminina Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira para empoderarmos 50 mulheres!

Quando e como a ação vai ocorrer?

Iremos com uma equipe de 12 voluntários (6 maquiadoras, 2 designers, 2 fotógrafas, 2 coordenadoras) no dia 18/03/2016.
Lá montaremos uma estrutura onde as 50 mulheres serão maquiadas, farão uma “mini” sessão de fotos para que elas vivam um dia de modelo fotográficas e ao final do dia receberão as suas fotos reveladas para que elas se lembrem sempre do seu valor e do quanto são amadas independente de quaisquer circunstâncias.

Acreditamos que essa ação desperte nessas 50 mulheres o seu mais alto grau de empoderamento e que esse dia seja um marco em suas vidas, para que elas tenham esperança de dias melhores, tanto dentro quanto fora do sistema prisional.

Se interessou em ajudar!?

Vamos precisar de algumas coisas pra executar essa ação:

  • Maquiagens e pincéis descartáveis
  • 1 impressora portátil
  • papel fotográfico
  • tinta fotográfica

Se você quiser e puder contribuir, mande email para josisalgado@coletivomaria.com.br

Podemos ser parte da mudança que o mundo precisa!

#MarçodeIgualdade

 

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3° lugar no Baanko Challenge

14 dezembro, 2015
Facilitação gráfica por Lucas Alves do Ideia Clara

Em setembro de 2015 tivemos a oportunidade de participar do Baanko Challenge – São Paulo.
É um desafio que tem como objetivo fomentar a cultura colaborativa para PSI’s – Projetos Sociais de Impacto.

No desafio participaram grandes projetos como Escola da Vida – que atua dentro de escolas levando valorização para professores e diretores e levando para os alunos princípios que transformam. Também estava lá um projeto chamado Muda – qua atua como um meio facilitador de empregos para refugiados.

Nosso objetivo maior era poder participar dos treinamentos que foram oferecidos durante 3 semanas – tivemos oficinas sobre economia colaborativa, crowdfunding, liderança horizontal, voluntariado, pitch, canvas, entre outras.

Foram 3 semanas onde mergulhamos de cabeça e nos esforçamos ao máximo para poder tornar o nosso projeto em uma iniciativa que trouxesse impacto na vida de muitas pessoas.
Ficamos muito felizes e honrados por termos sido reconhecidos com o 3° lugar nesse desafio.

O 3° lugar nos trouxe premiações incríveis:

– Uma consultoria com o pessoal do Coletivo SP Invisível;
– Cartões de visita e material impresso da Gráfica Eskenazi;
– Uma consultoria de 4 horas na Fundação Dom Cabral.

Porém, nessas 3 semanas fascinantes o nosso maior ganho foram as pessoas que conhecemos e os relacionamentos que foram estabelecidos.

Somos gratos ao André Lara – idealizador do Baanko Challenge – e todos as pessoas que contribuíram pra fazer acontecer essa incrível iniciativa de ajudar projetos sociais.
Aproveitamos também para fazer um agradecimento especial ao Cláudio Thiago que tem sido o melhor mentor que um projeto pode ter!!!

 

A imagem que ilustra esse post é uma Facilitação Gráfica desenvolvida por Lucas Alves do Ideia Clara.